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luvas de borracha: "Não! Não é possível! Temos mesmo que operar!..." Eu fiz um gesto de desagrado mas de rápida resignação. Continuei estendido de barriga para cima, enquanto a enfermeira retirava toda aquela aparelhagem.
Poucos segundos haviam decorrido. Senti uma espécie de tontura (que já conhecera em outras alturas e indiciava um desmaio) e disse para a enfermeira: "Não estou a sentir-me bem. Tenho a impressão que vou desmaiar!..." A enfermeira olhou-me,
algo assustada, disse qualquer coisa relacionada com a tensão arterial, apareceu com o aparelho, apertou-me o braço, mediu a tensão, disse mais qualquer coisa e chamou o médico em voz alta... A realidade do mundo à minha volta desapareceu num ápice,
algo escuro apoderou-se do meu consciente, e um remoinho desagradável e áspero subiu-me ao cérebro. O pensamento deixou de funcionar, os cinco sentidos foram-se totalmente,
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