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  A imensidão do Universo assombra e atemoriza qualquer um, e o objectivo desta vida, a sua extinção ou continuidade, são temas-tabu, onde ainda não foi possível penetrar com exactidão.
Diz o povo que, quem morre, já não regressa para contar o que viu... Resta-nos os escritos dos estudiosos na matéria, resta-nos a fé que há em nós e que é a força viva que enche um corpo,
sem se ver. Então, tudo se resumirá, afinal, a duas componentes prim�rias em tudo o que é ser pensante: o bem e o mal, as forças geradoras das obras que vamos relembrar quando, chegada a hora, Deus ou a Sua lei, as
façam percorrer pelo nosso espírito indefeso, carimbadas pelo mais fino juízo, A esta distância dos acontecimentos relatados, sinto quão curta é a nossa vida, para conseguirmos amealhar muitas das boas
obras. E quão difícil é conciliar o nosso conceito de felicidade com os limites que imaginamos estarem condicionando essas obras. Escreveu William Herschell: "Compreenda o homem alguma vez a espécie de ser que
é, quão grande é o ser que lhe deu existência, quão transitórias são as coisas materiais, tome disso consciência sem paixão, em íntima serenidade filosófica, e eu afirmo que então
será feliz, tão feliz quanto lhe é possível sê-lo."
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