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E então, uma fase nova tomou forma diferente, durante aquela "falsa recuperação " do mero desmaio. A consciência e a inconsciência fundiram-se factualmente e, soube depois, o médico-cirurgião apanhava o susto da sua vida...
Da consciência à inconsciência distava uma fronteira presa debilmente por um fio. Como se entre o "cá" e o "lá", eu andasse ao arbítrio dum mísero empurrão. Eu ia e vinha! Quando "ia", o tempo "dava" para inquirir sobre coisas como o Universo, a existência de Deus,
o regressar à vida na Terra... Quando "voltava", assaltava-me o desejo enorme de me agarrar a tudo o que era palpável, num louco receio de voltar a reviver a experiência anterior.
Como podem factos contados com estas palavras merecer credibilidade? E que palavras ou
adjectivos ou até parábolas ou elementos comparativos ajudariam a tornar mais racional situações que a razão relutantemente teima em não entender? De novo esbarro com uma total falta de argumentos convincentes. Pode a imaginação possuir arte e engenho
para "encenar" a nossa mente com artimanhas deste tipo? E pode um cérebro maltratado deixar-se "invadir" por "criações" tão pormenorizadas e ricas de conteúdo?
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