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o copo seguro entre as mãos, com os braços caídos sobre as pernas. "Eu vou conseguir!..." prometia, com o resto da força interior que advinha da luta que travava com a "tontura" que me desafiava a posse plena do meu equilíbrio mental. O consciente balanceava entre a realidade visual das coisas que ansiava "agarrar" e uma agitação crepitante que prenunciava outra espécie de desmaio.
   Na prática, a cena, agora relembrada, adquirira o lado caricato dum impasse falsamente comparável à recuperação banal dum desmaio. Mas naquele momento exacto eu tinha a certeza de uma coisa: "algo" me puxava "para lá", e eu deitava mão a tudo para "agarrar" o lado "de cá". Perder os sentidos, naquela altura, significava o regressar ao palco do sofrimento atroz por que passara havia momentos. Manter-me acordado e consciente era uma necessidade extrema, por que tinha de lutar, com todas as minhas forças.
   Eu agarrava as mãos das enfermeiras, como tábua de salvação e clamava ajuda para, em simultâneo, tentar desfazer os elos que me prendiam àquela força invisível, mas a batalha tornou-se temporalmente prolongada.

   

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