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de imaginar. Resta-nos acreditar que fomos criados como nós criamos uma obra de que nos orgulhamos. O homem e Deus fazem parte dum mesmo indissociável, e uma parte da sabedoria divina vai-se transmitindo ao homem, para que este
se realize e se projecte, afinal, naquele todo de que faz parte. Um dia, a "morte" determinará o encontro e a sua integração natural e inexorável no grande mistério da existência.
Deus e o Universo. A vida como realidade ou como ilusão.
O futuro, o passado, os desígnios divinos como traços contínuos duma obra encadeada numa multidão de ideias e conceitos toscamente formulados por seres pensantes, no estendal dum espaço temporal que nunca ninguém provou cientificamente. A nossa
pequenez e a nossa impotência reduz-nos constantemente a meras divagações saídas dum intelecto reduzido. E a humanidade reduz-se tão só a duas espécies de personagens: os que preferem não pensar, e os que procuram ( ainda que em passos miudos ) furar
as trevas da ignorância generalizada. Será crível que um homem doutorado, com anos de estudo intenso, possa negar a intervenção divina , como criadora da complexidade do cosmos e do ser humano como espírito nele integrante?
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