|
|
Página 31
Foi fraca a "contribuição" daquela tarde para o esclarecimento, ainda que menor, de todas ou algumas dúvidas das milhentas que eu ( como qualquer outra pessoa ) temos calcadas no subconsciente.
A estes meses de distância, acabo por sentir uma certa frustração porque, já que algo se passou, porque não aconteceu um "algo" mais claro e grandioso? Mas quanta gente não terá
experimentado já sensações ou revelações importantes? Quanta gente não será portadora de "estranhas verdades" que não ousa contar? O tempo ( sempre o tempo... )
tem o condão de harmonizar as coisas "irracionais", que tantas vezes experimentamos, com a realidade que nos circunda, altamente revolta pelo "stress" endiabrado do dia-a-dia. Mais tarde ou mais cedo essa harmonia acontece.
Como intentar compreender ou fazer entender ao meu semelhante o que é sentir uma mente possuída por um remoinho de forças invisíveis, onde uma realidade palpável, constituída
por uma sala e meia dúzia de pessoas, se esbate com o negrume dum outro lado, identificado por uma força movida fortemente por uma intenção e um propósito?... É claro que, linearmente,
poderia afirmar que "alguém" me puxava e eu resistia. Mas, aprofundando um pouco: uma imagem "sombria" ( por exemplo, um moribundo ) era-me incutida no pensamento! Imediatamente se desencadeava uma reacção
de rejeição, vital e absoluta. Quando este propósito era alcançado, seguia-se uma fase de expectativa, rodeada por uma avaliação circunstancial do momento temporalmente criado. Por outras palavras:
"passada aquela prova", que até tinha sido fácil , não havia razões para que houvesse mais qualquer outra, o que significava que a normalidade ia voltar.
|
|