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   Foi fraca a "contribuição" daquela tarde para o esclarecimento, ainda que menor, de todas ou algumas dúvidas das milhentas que eu ( como qualquer outra pessoa ) temos calcadas no subconsciente.
   A estes meses de distância, acabo por sentir uma certa frustração porque, já que algo se passou, porque não aconteceu um "algo" mais claro e grandioso? Mas quanta gente não terá experimentado já sensações ou revelações importantes? Quanta gente não será portadora de "estranhas verdades" que não ousa contar?
   O tempo ( sempre o tempo... ) tem o condão de harmonizar as coisas "irracionais", que tantas vezes experimentamos, com a realidade que nos circunda, altamente revolta pelo "stress" endiabrado do dia-a-dia. Mais tarde ou mais cedo essa harmonia acontece.
  Como intentar compreender ou fazer entender ao meu semelhante o que é sentir uma mente possuída por um remoinho de forças invisíveis, onde uma realidade palpável, constituída por uma sala e meia dúzia de pessoas, se esbate com o negrume dum outro lado, identificado por uma força movida fortemente por uma intenção e um propósito?...
   É claro que, linearmente, poderia afirmar que "alguém" me puxava e eu resistia.
   Mas, aprofundando um pouco: uma imagem "sombria" ( por exemplo, um moribundo ) era-me incutida no pensamento! Imediatamente se desencadeava uma reacção de rejeição, vital e absoluta. Quando este propósito era alcançado, seguia-se uma fase de expectativa, rodeada por uma avaliação circunstancial do momento temporalmente criado. Por outras palavras: "passada aquela prova", que até tinha sido fácil , não havia razões para que houvesse mais qualquer outra, o que significava que a normalidade ia voltar.

   

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