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realismo concreto. Os mensageiros de Deus têm cruzado os caminhos do homem sobre a Terra, na procura da sua rectidão e conduta espiritual, que evite a sua destruição, como
ser vivo. Quem faz do concreto a sua única utilização mental, não crê certamente na sua consciência cósmica. E não vê a morte como uma transformação.
E não sente Deus como o Ser transcendente, impossível de examinar à luz das ciências da natureza. Até no alto do universo o homem sabe , hoje, que tudo nasce e tudo se transforma.
Que tudo é imensurável, no espaço e no tempo. Que tudo é inatingível no porquê e para quê. A ilusão do momento cresce para quem se desprende da realidade
absoluta. A nossa consciência restringe-se aos nossos desejos e afeições, ao apego pelas coisas que os sentidos dominam. Dizia Eclesiastes que a vida era uma ilusão.
Até o pobre ser humano disso se dá conta. Afinal, o que foi há pouco, agora já não o é. A nossa vida será um empilhado de imagens, com uma sequência adequada
a um todo definido no espaço e no tempo. Por isso, a passagem deste tempo difere de pessoa para pessoa. Existirá realmente e só na imaginação? Será a passagem do tempo
o desfiar dessas imagens predefinidas pelo Criador? Isso pressupõe um destino concebido aquando do nascimento para este mundo. As imagens estão lá, formando aquele todo que é a porção
de vida referida por Eclesiastes. E será a interpretação dessas imagens pelo seu protagonista, que proporcionará a este o conjunto de emoções e de experiências e de percepções que enriquecerão
o indivíduo, enquanto marionete de Deus para fins específicos? É lógico que, após a passagem por esta vida, Deus nos pergunte: "Que me trazes tu da porção de vida que te
mandei viver sobre a Terra?" Nesse repente, faz-se luz no emaranhado de perguntas e respostas, completamente indecifráveis para
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