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os simples desta Terra. Tudo se tornará claro e o próprio universo torna-se, ele mesmo, familiar e acessível. "A casa do Pai tem muitas moradas" e elas ali estão, naturalmente expostas e perfeitamente reais.
    A contemplação da Natureza, o gosto e o prazer na apreciação dum quadro, faz despontar no homem as mais variadas sensações de bem-estar e grandeza interior. Nada provém de si mesmo, dissociado de quem o criou. A beleza é um dom. O prazer é um dom. Se o corpo tocado fremita desse prazer que enche os sentidos, é tão só porque Deus o criou. Não se falsei o produto do Criador! O corpo humano, racionalmente perfeito, é resultado de quem conceberia muito melhor. Somos o que somos porque assim foi determinado que seríamos. Sentir o homem prazer na contemplação da mais fina tela pintada pelo artista mais consagrado, mais não é do que um dom concedido por Deus. Sentir a beleza, gozar a felicidade, exaltar a alegria, brandir a liberdade, sofrer, rir, chorar ou cantar - o puzzle da vida terrena, definida e concebida, carregada de emoções, impregnada de sentimentos, tesouro arrecadado que, quando soar a hora, depositaremos aos pés do Criador, oferenda inevitável e natural. "Que me trazes da porção de vida que te dei para viver sobre a Terra?"
    Em Eclesiastes, podemos ler: "Deus há-de trazer a juizo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau. "
   

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