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CAPITULO III
Naquele quarto do hospital quase nunca estive sozinho. Entrei já á tardinha, a noite a espreitar, e sem novidades porque era já a segunda vez naquele ano de 1998. Acompanhava-me a mulher que entrou fundo no meu coração, mas naquela noite nada justificava a sua presença.
O quarto era muito bom e não fossem os objectos e o branco vestuário do pessoal, e quase me esquecia estar ali internado para uma intervenção cirúrgica. Mas o silêncio "fala" sempre para dentro de nós. Em todas as circunstâncias e em todos os momentos
o silêncio tem sempre um significado próprio, e "remexe" o nosso subconsciente á procura das mais diversas velharias. Basta que o sintamos e aceitemos. O silêncio é bom e também é mau. Depende de como destapamos esse nosso subconsciente e o deixamos espraiar nesse mesmo silêncio.
Quando, por fim, adormeci, devo "ter andado" por sítios calmos e belos, porque a manhã encontrou-me bem disposto e preparado para um dia onde muita coisa iria acontecer...
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