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a vila onde nascera, nem na outra a cerca de 7 quilómetros para onde mudei, tinha então os meus 11 anos. Fui para estudar, aproveitando os meus pais a compra duma loja maior, deixando para trás a sua merceariazinha donde, durante tantos anos, tirara o sustento para os seus seis filhos. A vila mineira de Aljustrel já era uma terra maior, mais rica, mais desenvolvida, com um colégio externo onde algumas pessoas (as que podiam monetariamente) punham os seus filhos a estudar.
   Diriam os meus professores, mais tarde, que eu era inteligente. Mas durante aqueles 5 anos nenhuma importância dei a isso. Estudei, porque fui escolhido entre os meus irmãos para estudar... E fi-lo com o afinco e a dignidade que advinham da minha maneira de ser. E eu sou do tempo em que a turma tremia, quando no início de cada aula certos professores puxavam da "caderneta" e, calmamente, serenamente, olhavam para nós, passavam as páginas uma a uma, voltavam atrás, e diziam: "Hoje, vamos abrir à sorte!" A caderneta
   

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