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CAPITULO VI

      Li há pouco tempo que uma pessoa que passa por uma experiência deste tipo, não tem qualquer dúvida da sua realidade e da sua importância. A minha experiência não foi uma experiência-tipo de vida pós-morte, daquelas que muitos médicos-investigadores compilaram e estudaram. No meu caso, eu não me senti desprender do corpo e elevar-me acima do solo, e não contemplei "do lado de fora" o corpo estendido na marquesa. Eu não passei por um túnel escuro, não vi uma luz brilhar ao fundo desse túnel, nem "vi" pessoas à minha espera, prontas a acolher-me e a levarem-me consigo.
   A minha experiência foi diferente de tudo aquilo que li, porque foi dividida em duas partes completamente distintas e completamente separadas no espaço e no tempo.
  Concordo em absoluto que, após a morte, a alma entre numa "vertigem" e se encontre num vácuo - não um vácuo físico, mas um vácuo sujeito aos seus próprios limites e onde a consciência ainda existe.
   

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