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Permitam-me comentar esta ideia, remetendo este comentário para a primeira pessoa. O espelho poderá estar referido em sentido figurado, porque a realidade experimentada no meu caso contém algumas analogias. O meu "eu" tornou-se
palco passivo dum desfiar de acontecimentos ( os tais actos ), que me interiorizaram com características determinadas: eles sucederam-se, uns a seguir aos outros, sem qualquer controlo da minha parte; eles chegavam já perfeitamente julgados, num julgamento
que nunca foi posto em causa, porque era totalmente aceite, como se eu tivesse previamente participado desse julgamento; esses acontecimentos vinham impregnados de uma carga positiva ou negativa ( como se se tratassem de uma boa acção ou uma má acção...);
eles provocavam, quando surgiam, um estado emocional ao nível do sentimento mais profundo ( uma alegria, uma angústia, um bem-estar insuportável ), mas completamente diferente das emoções humanas que conhecemos; esse "desfiar" prolongou-se
como as cenas dum filme, umas a seguir às outras, sem
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