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que eu próprio tivesse a noção do que faltava, em termos quantitativos ou qualitativos; eu não tive qualquer intervenção, quer
ao nível da aceitação, da crítica ou da rejeição - tudo ( e eu não recordo as cenas perfeitamente concretas e enquadradas na minha vida passada ),
tudo me era familiar, pacificamente aceite e divinamente ajuizado.
As analogias com o texto do Livro Tibetano são algumas, mas nunca "senti" a ideia de estar a ser julgado "por outros seres". A confrontação de todos os factos
"deu-se", contudo, perante a sua constatação pura e simples.
Meses depois de tudo ter acontecido, e depois de pôr "ordem" nas minhas ideias, as "coisas" parecem cada vez mais claras. Eu não fui julgado "por toda a minha vida terrena", desde a infância
até à "velhice". Não percebi qualquer sequência nas diversas cenas apresentadas, nem essas cenas eram cenas concretas, lembradas, catalogadas ou coloridamente acompanhadas pela vista ou qualquer outro
sentido. Eram factos "que me diziam respeito", que eu aceitava como meus, sem neles pôr ( por qualquer instante ) qualquer dúvida ou desacordo; eles vinham uns a seguir aos outros, provocando-me um misto de receio e ansiedade,
por desconhecer o tipo de reacção que iriam provocar; eles desencadeavam ( ao nível da mente ou do "espírito )" um estado emocional estremamente profundo - não encontro equiparação
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