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ao que humanamente conheço, quer o estado de paz plena, quer o estado de dôr e angústia insuportável; da minha parte, "mentalmente consciente", eu não possuía qualquer controlo. Julgo que estava despojado de qualquer tipo de defesa. Fora-me retirado o sentido de "pensar" em duvidar, em não aceitar, em pedir para parar, em pôr em causa qualquer pormenor, em gritar, em chorar, em implorar ou fugir. No meu cérebro ou na minha mente não existia esse "poder", que qualquer ser humano possui: O DE PENSAR em defender-se. Eu era um "eu", desprovido de qualquer ideia de defesa. Era um "eu" sem um cérebro ao qual recorrer. Não tinha mãos e pés para me movimentar, nem "ganas" para protestar ou fugir de tudo aquilo. O meu "eu" era um "eu" composto unicamente por um espírito, desprovido de poder mental, ali postado para "receber" a passagem inevitável dum conjunto de acções, carregadas do bem e do mal, umas compridas outras mais curtas, que provocavam ( na sua passagem ) uma reacção de paz ou de dôr.
  À luz da fé e da crença divinas, posso afirmar que o bem e o mal estavam ali, posso afirmar que o bem provoca uma paz divinal e que o mal provoca a dôr angustiante mais insuportável que a imaginação possa alguma vez idealizar.
   Posso afirmar que negar a existência de Deus é a tolice mais insolente que o homem pode inventar!
   

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