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CAPITULO VIII

     Rodo os ponteiros do relógio, e provoco uma viagem de regresso ao palco negro das sensações dolorosamente vividas.
   Como se o "agora" fosse possível isolar, e trazê-lo de volta...


  Imagens loucas correm interligadas, em ritmo alucinante. Passivamente, sinto-me sem defesa, possuído por aquele turbilhão, onde a realidade se mistura com o inconsequente, mas sempre onde duas componentes se degladiam: o bom e o mau ou o bem e o mal. Uma luta titânica, onde não posso interferir, limitando-me a ser palco ocupado e indefeso, onde era confrontado friamente com bocados de vida, desordenados na distância, mas perfeitamente sequenciais no antagonismo daquilo que tinha sido bem feito ou mal feito.

   

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