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  Era um desfraldar das cenas da vida, primeiro a má, depois a boa, num contínuo envolvimento e aceitação.
   Nada era possível fazer... Elas vinham em catadupa, sem que, pelo pensamento, passasse sequer uma vez a ideia de tentar fugir, alterar, reagir...
   Nada se lhe assemelha.
   Quase toca o interior do cérebro, onde tudo se submete àquela batalha de situações eternamente ligadas, sem um fim à vista, como se uma catástrofe cósmica se localizasse na mente, e ali decidisse fazer terreiro, sem qualquer hipótese de contestação.
As situações são por vezes concretas, outras vezes denunciam somente algo possuído de mal, que me possui e me inunda duma dôr estranhamente insuportável, violenta, interior; uma dôr que nada tem de física, sem igual para se lhe comparar; uma dôr mental, talvez; uma dôr atrozmente perturbadora; uma dôr que pesa toneladas e que dura uma eternidade; uma dôr que abate, que destrói, que mina tudo e tudo, que se implanta na mente como "algo" que é preciso expulsar, mas

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